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Juiz de Fora, 04/07/2009

Consulta

Paulo Motta

Colaboração:
Repórter Ana Maria Reis
25/04/2000

Aos 7 anos de idade, os primeiros e convencionais contatos com a música: o piano, o violão, as flautas doce e transversa ... Hoje, aos 41 anos, é um conceituado artista local que trabalha com Música Contemporânea, enfatizando a aplicação de recursos tecnológicos à composição musical. Mas seus trabalhos em nada têm a ver com a vertente pop do que se convencionou chamar de “eletrônico”. Paulo Motta faz composições eletroacústicas, além de compor para instrumentos tradicionais, utilizando recursos composicionais diversos.

Primeiros contatos eletroacústicos

No início da década de 80, o artista foi um dos membros fundadores do grupo multimídia-experimental Uavisiliu, que reunia música, dança, artes plásticas e poesia em performances que marcaram o cenário artístico da cidade.

O Uaivisiliu foi o único grupo não-paulista a integrar o projeto “Boca no Trombone” (1983), do Centro de Artes Lira Paulistana, com uma gravação sonora que parecia “fugir” totalmente do perfil estético-musical proposto na época. ‘Era uma peça experimental com improvisação coletiva, influência de jazz contemporâneo, música minimalista e elementos de música eletroacústica”, relembra o músico.

Mas foi em 1984 que o músico passou a dedicar-se à pesquisa histórico-estética da música erudita contemporânea e a composição eletroacústica propriamente dita. A sua formação: freqüentou o Conservatório Nacional e através de aulas particulares, manteve contato com inúmeros músicos e posturas artísticas que, com o advento da internet, continuam a se ampliar incessantemente. O seu objeto de estudo é a música eletroacústica e a ênfase dada em suas pesquisas, os “processos composicionais que interagem com os novos meios tecnológicos”.

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