
30/11/98
Atualmente o Eminência tem seis integrantes, juntos há dois anos: Edinho (vocal) Wesley Carvalho e Daniel Goulart (guitarra) Chiquinho (baixo) Luiz Lima (percursão) e Marcelo Panisset (bateria). Apenas Edinho e Wesley integravam a banda quando foi lançado o primeiro CD. Entre os muitos problemas de um grupo musical, o percurso do Eminência foi marcado pela rotatividade de integrantes. Chegaram a trocar de baixista cerca de seis vezes no curto período de seis meses.
Apesar disso, duas coisas vêm sendo mantidas: união e coerência. “Além de trabalharmos juntos, somos amigos”, afirma Daniel. O repertório e o estilo também são inconfundíveis: MBP e Pop/Rock em canções próprias e de artistas consagrados. Músicas de Alceu Valença, Zélia Duncan, Ira, Zé Ramalho, Mutantes, entre outros, ganham versões diferenciadas quando tocadas por esta banda que não quer apenas fazer o gênero cover. Por isso, apresenta um aspecto ainda mais marcante: a “encenação” e não apenas interpretação das músicas. Para aprimorar a performance, o Eminência já teve orientações de um diretor de palco durante a produção de shows.
A idéia partiu de Edinho que, além de ser formado em jornalismo, fez oficinas de teatro. “Sempre estudei teatro pensando na música”, revela. Usando óculos de grau, sapato e falando baixo durante a entrevista, Edinho passa a impressão de ser tímido. No palco, os óculos escuros substituem os de grau, uma sapatilha ajuda a compor um visual descontraído e todo o corpo do vocalista se solta. Cada palavra é cantada com força na voz e com a firmeza de gestos coerentes com as letras.
A banda já conquistou um público fiel ao se apresentar em bares de Juiz de Fora e de outras cidades de Minas como, Ouro Preto, Belo Horizonte, Viçosa e Caxambu. Os integrantes acreditam que seus fãs são pessoas que entendem e se identificam com a proposta do grupo: realizar um trabalho consistente, sério e que não descarta a diversão. Principalmente quando se apresentam em Juiz de Fora, é comum serem abordados por pessoas que tanto fazem elogios como críticas ao grupo. “Sabemos diferenciar a crítica do fã, que conhece nosso trabalho e se interessa por ele, das críticas gratuitas, que não acrescentam em nada”, afirma Marcelo.
O objetivo, a longo prazo, dos integrantes do Eminência Parda, é consolidar a banda a ponto de poderem se dedicar exclusivamente ao trabalho musical – o que ainda não é possível. Firmando um estilo e mantendo coerência com uma proposta musical que vem evoluindo, buscam reconhecimento e não apenas o sucesso baseado em comercialismo fácil e modismos, tão comuns hoje em dia no cenário musical do país.
Colaboração: Juliana Escobar,
Estudante do 7º
período
da Faculdade de Comunicação Social da UFJF