“Existem vários tipos de vírus”, esclarece Sérgio Faria. “Os primeiros agiam
no Sistema Operacional , infectando a trilha de Boot, que dá a primeira
carga do sistema. A segunda geração passou a infectar programas executáveis
(.exe). O vírus instala-se na memória e se auto-copia para outros programas
.exe da máquina. Uma variação posterior foram os vírus de macro, mais comuns
nos editores de textos Word. Até aí, o único jeito de infectar o PC era
abrindo anexos de e-mail (e não as mensagens comuns) ou disquetes
contaminados. Um bom anti-vírus pode resolver nesses casos.” Mas uma nova onda de micróbios apareceu, deixando a comunidade internauta de cabelos em pé. O mais famoso foi o “I love you”. O engenheiro da Artnet explica como agem estas novas pragas: “Vírus como o I love you contaminam o computador apenas visualizando a mensagem de e-mail infectada (e não depois de abrir anexos de e-mail). O “I love you”, por exemplo, se aproveita de uma falha de segurança do Outlook e do Outlook Express, da Microsoft. O micro que receber mensagem através dos programas de e-mail da Microsoft vai executar automaticamente um código VBScript, invisível para o usuário, contaminando a máquina.”
No último dia 1º de agosto, a revista digital Canal Web divulgou a notícia de que um destes vírus da nova geração, batizado de Kak.Worm.B., estava à solta. O Kak age da seguinte forma: quando o usuário abre a mensagem, é criado o arquivo Kak.hta na pasta Iniciar, assim como no C:\WINDOWS\HELP, gerando mudança no Autoexec.bat para Days.day. Se a data do micro estiver no dia 11 de qualquer mês e o relógio indicar um horário posterior a 17h, aparecerá a seguinte mensagem: Days it was a day to be a days!. Em seguida, reinicia o computador, rodando o “Desligar” do Windows continuamente. (Os interessados no antivírus para o Kak.Worm.B podem localizá-lo no site da Panda Software, em www.pandasoftware.com.br).
Freqüentemente, os alarmes falsos proliferam-se na forma de spans na caixa postal dos usuários, causando alvoroço. Centrais de monitoramento ficam alertas no mundo todo, à procura de pirataria e vírus, para criarem prontamente as famosas vacinas. Para Sérgio Faria, um dos motivos para a festa dos novos vírus se deve à negligência da Microsoft com a questão da segurança.
Check-up online é gratuito
As empresas TrendMicro (www.trendmicro.com.br) e Symantec (www.symantec.com.br) disponibilizam
gratuitamente exames antivírus
Na TrendMicro, o exame chama-se HouseCall e é feito pelo antivírus Pccillin,
que examina o sistema e limpa-o se for necessário. Na Symantec, o exame vai
rastrear vírus e outros “corpos estranhos” e ainda poderá avaliar o personal
firewall, caso o mesmo, neste caso, esteja habilitado em seu PC.
Para saber se seu micro está saudável e protegido
Comitê Gestor cria cartilha de segurança
Analistas apontam que a maior parte dos problemas de segurança na Rede
origina-se da falta de informação do usuário. Para ajudar a resolver a
questão, o Comitê Gestor da Internet no Brasil está elaborando uma cartilha
com uma série de dicas, como, por exemplo, a prevenção contra vírus e
cavalos-de-tróia. O manual será disponibilizado no site da organização, em
www.cg.org.br
Pesquisa avalia prevenção
87,1% dos consumidores e 94,7% dos profissionais da área tecnológica
utilizam um programa antivírus para proteger seus computadores. Os números
são o resultado da pesquisa realizada pela Applied Marketing Research, junto
a 300 consumidores e profissionais da área de tecnologia de Nova Iorque. O
levantamento, entitulado "Segurança na Internet: Consumidores versus
Profissionais da Área Tecnológica", indica que a tendência para a prevenção
contra vírus é alta. A pesquisa revelou ainda que 36,9% dos consumidores
atualizam seus programas antivírus pelo menos uma vez por mês, enquanto que
68,8% dos profissionais renovam a lista de vírus com a mesma freqüência.
Em contrapartida, a pesquisa revelou também que apenas 19,5% dos
consumidores e 48,9% dos profissionais da área tecnológica usam um firewall
pessoal em seus Pcs, evidenciando a omissão em outras áreas de perigos
cibernéticos como ataques de hackers.
Fonte: www.canalweb.com.br/noticias
O JFService quer saber se seus visitantes têm o mesmo comportamento dos consumidores que participaram da pesquisa em Nova Iorque. Para isso, convidamos você a participar da enquete abaixo:
ATENÇÃO: o resultado desta enquete não tem valor
de amostragem científica e se refere apenas a um grupo de
visitantes do JF Service.