90% dos casos de transtornos alimentares são femininos, devido a
predisposição genética. No Brasil, ressalta a endocrinologista Ana Chartuni
Teixeira Curi, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia trabalha sempre com
dados disponíveis em pesquisas norte-americanas, como pode ser observado em
publicações recentes do Arquivo Brasileiro de Endocrinologia.
A mulher possui uma vulnerabilidade biológica
muito ligada à variação hormonal do ciclo menstrual. Os casos ambulatoriais são tratados com uma equipe médica transdiciplinar, que pode contar com a ajuda de endocrinologistas, nutricionistas, professores de educação física, psicólogos (ou psiquiatras - em casos mais graves, que demonstrem ser quadros psicóticos). Em caso de crise, quando a paciente apresenta perda de cerca de 15 % do seu peso ideal, desidratação, distúrbios metabólicos e quadro depressivo, a conduta médica é a internação. Caso ela se recuse a alimentar-se, esta deve ser feita através de sonda. O tratamento de transtornos alimentares dura, em média, dois anos.
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