Saúde

Psicologia

Bulimia, anorexia e outros transtornos alimentares

Desafio: encontre uma heroína rechonchuda

Tente se lembrar de uma mulher com alguns quilos a mais que interprete o papel principal na novela das oito. É difícil. Quase impossível. Citar nomes com corpos esguios, no entanto, é muito, muito fácil: Carolina Ferraz, Malu Mader, Ana Paula Arósio...

Agora, ninguém critica a silhueta mais rechonchuda de Antônio Fagundes quando ele aparece na telinha. Tudo bem! Mas essa hipótese da conspiração da indústria da beleza aliada aos meios de comunicação de massa em busca de cifras a serem gastas com cosméticos, cirurgias plásticas, vestuário e academias de ginástica anda um tanto desgastada. A indústria da magreza fatura alto, mas existe a indústria alimentícia. Nunca se comeu tanto.

Hoje, a variedade de produtos em supermercados contrapõe-se ao sedentarismo moderno. “Há uma soma da genética do homem, que é a de acumular energia, e a cultura moderna dos enlatados, meios de transportes, além de outras facilidades que acabam poupando mais energia”, argumenta a endocrinologista Maria Helena Marques. Mas, então, de quem é a culpa para os males do “emagrecer a qualquer custo” em busca de uma aparência de modelo? E por que esta é uma preocupação, quase sempre, feminina?

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