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Quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008 atualizada às 19h

Arquidiocese quer que Prefeitura de Juiz de Fora repasse verbas para manutenção de igrejas


Marinella Souza*
Colaboração

A arquidiocese de Juiz de Fora entrou com pedido de destombamento das igrejas do município a fim de garantir a manutenção das mesmas. Segundo o vigário judicial, Pe. Wagner Portugal, a arquidiocese não é contra o destombamento.

"O que nós queremos é que a Prefeitura" repasse o ICMS que recebe de forma justa". Pe. Wagner alega que o imposto recebido não chega aos cofres da Arquidiocese, o que faz com que muitas igrejas do município fiquem abandonadas.

Ao todo, dezessete igrejas da cidade foram tombadas e muitas passam por necessidades. Pe.Wagner comenta a reforma da igreja Catedral com exemplo da falta de verbas. "A Catedral está sendo reformada há três anos sem o apoio do governo. Estamos utilizando doações dos fiéis para dar andamento à obra".

O pedido de destombamento seria avaliado em reunião marcada para a última terça-feira, 12 de fevereiro, mas o encontro entre membros da prefeitura e da arquidiocese foi adiado em função do falecimento da esposa do procurador geral do município e não tem nova data.

Pe. Wagner questiona a dinâmica de repasse de verbas, segundo ele, a igreja não tem membro no Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac), que é o órgão responsável pelo repasse. Outro questionamento do vigário é em relação ao fato de a arquidiocese ter que ouvir a posição da prefeitura para qualquer alteração que queira fazer nas edificações.

"Se somos parte interessada nas verbas, por que não nos escutam? E por que não temos autonomia na forma como gerimos as reformas?", questiona.

O vigário garante que o pedido de destombamento só foi feito para garantir a conservação dos templos católicos, visto que com o tombamento esta ficou prejudicada. "Não somos contra, só queremos regras claras e precisas", afirma.

*Marinella Souza é estudante de Comunicação Social da UFJF

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