Quarta-feira, 12 de novembro de 2008, atualizadas às 19h
O destino do lixo hospitalar em Juiz de Fora é alvo de preocupação dos órgãos ligados ao meio ambiente. O Demlurb recolhe cerca de 150 toneladas de resíduos por mês dos estabelecimentos que solicitam os serviços e encaminha para o aterro sanitário municipal. Existem também sistemas ligados à saúde que fazem a incineração e há outros que contratam empresas para fazer a queima do lixo.
Segundo a resolução 358 da Conama, cabe aos geradores de resíduos de serviços de saúde o gerenciamento desde a geração até a disposição, de forma a atender aos requisitos ambientais e de saúde pública e ocupacional. Dessa forma, cada gerador deve elaborar e implantar o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde.
A Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), através Programa Minas Sem Lixões convoca municípios para a regularização ambiental de sistemas adequados de disposição final. O presidente da Feam, José Cláudio Junqueira, esteve na cidade nesta quarta-feira, dia 12 de novembro, e abordou a necessidade de treinar e conscientizar os profissionais para a disposição dos resíduos.
O destino inadequado do lixo causa poluição do solo, das águas e do ar, além de propiciar a proliferação de vetores de doenças. Os resíduos hospitalares, pelo alto poder de contaminação, exige que os estabelecimentos que os produzem busquem soluções para reduzir o impacto das disposições na sociedade.
O presidente da Associação do Meio Ambiente de Juiz de Fora, Theodoro Guerra afirma que o ideal é o que os estabelecimentos façam incineração em condições técnicas compatíveis a 1200ºC e com equipamento de controle da poluição do meio-ambiente. Para ele, o procedimento deveria ser mais divulgado não só entre os sistemas de saúde, como para toda a comunidade.
Tem a responsabilidade de fazer a fiscalização da deposição do lixo Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde, Saneamento e Desenvolvimento Ambiental.