Quinta-feira, 07 de fevereiro de 2008, atualizada às 17h38
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou um aumento de quase 200% no número de acidentes nos trechos das BRs 040 e 267 que cortam JF, em comparação com 2007, quando foram registrados 15 acidentes, com 15 feridos e quatro mortos. Para 2008, o número pulou para 43 acidentes, com 44 feridos e cinco mortes.
A maioria deles aconteceu na BR-040, onde o fluxo de veículos também é maior que na
BR-267. "O movimento foi em torno de 50% acima do normal, quando são registrados
entre oito e 10 mil veículos passando pela 040, enquanto que na 267 o número é de dois a
três mil normalmente"
, diz o inspetor da PRF, Luis Heleno Lima Corrêa.
Segundo ele, a chuva constante durante os dias do feriado e a imprudência dos motoristas
são os grandes responsáveis pelo número elevado de acidentes. "Os motoristas saem de casa
com o pneu do carro careca e vêm para a estrada com chuva. Outros não reduzem a velocidade
na pista molhada"
, diz.
Nas rodovias estaduais que cortam a cidade, o número de acidentes também foi maior que no ano passado. Em 2008, foram 30, com 32 feridos e uma morte. Em 2007, não houve nenhuma morte, e foram registrados 24 acidentes, número que se repetiu em 2006, porém com uma vítima fatal, e menor que em 2005, quando foram 40 acidentes, segundo dados da Polícia Rodoviária Estadual (PRE). A PRE ainda fiscalizou 1850 veículos e apreendeu 45. Foram nove carteiras de habilitação apreendidas.
A PRF também trabalhou na fiscalização de bares e restaurantes para evitar a venda de bebidas
alcoólicas nas rodovias federais, movimento que continua acontecendo, segundo o inspetor Lima Corrêa.
Nas duas BRs que cortam a cidade são cerca de 50 estabelecimentos e mais da metade deles
já foi fiscalizado. "Em todos os lugares que fomos, não percebemos irregularidades.
A Medida Provisória é nova e restritiva e estamos notando que os estabelecimentos
estão atentos. Não houve nenhuma autuação durante o feriado do Carnaval"
, ressalta.
A PRF não está fazendo este tipo de fiscalização especificamente.
"Fazemos quando temos alguma folga ou quando passamos próximo a um local, pois não dá
para deixar de atender os acidentes para fiscalizar isso. Mas vamos continuar fazendo"
, completa.