Quadrinhos é a arte de narrar uma história através de seqüências de imagens, desenhos ou figuras. Os diálogos entre os personagens, seus pensamentos e a própria narração aparecem sob a forma de legendas ou dentro dos balões de conversa.
Os pioneiros dessa arte foram Rudolf Töpffer artista e escritor suíço que é conhecido pelos seus desenhos, como, por exemplo, o senhor Vieux-Bois. Henrique Fleiuss, que ficou conhecido por causa da seu personagem Doutor Semana. Outros precursores foram Wilhelm Busch, criador dos garotos travessos Max e Moritz; Juca e Chico, conhecidos pela tradução de A família Fenouillard.
Hoje, os quadrinhos mais conhecidos pela galera são os da "Turma da Mônica", no entanto, muitos jovens que cresceram lendo quadrinhos de super-heróis, vilões, comédia, dentre outros, encontram diferentes caminhos a tomar para saciar seus desejos de leitura, são por exemplo Os Malvados de André Dahmer, a revista Marvel e outros.
A outra saída é fazer o seu próprio quadrinho. Por isso, Raphael Salimena, ingressou nesse ramo e, como já desenhava desde criança criou seus próprios personagens e histórias.
Desde criança, Raphael faz seus desenhos, mas começou a mexer com quadrinhos quando
tinha 15 anos de idade. "Sempre li histórias em quadrinho e quando faço os meus,
inconscientemente, trabalho um pouco de cada autor que gosto de ler e que, portanto,
me influenciam"
, conta.
Salimena conta que fez aulas de desenho com o professor Eduardo Borges
por cerca de seis anos. "Para trabalhar com desenho a gente precisa de trocar
experiência e conhecer detalhes como os traços, por exemplo, por isso nunca quero
parar"
, explica.
A brincadeira de fazer quadrinhos começou no trabalho, quando precisava bater ponto, mas não tinha nada para fazer, Salimena observava seus colegas e começou a satirizá-los, dessa forma, criou um blog na internet onde posta seu trabalho constantemente.
"Nesse tempo eu fazia muitas tirinhas, então sempre postava uma média de duas
tiras por dia, mas hoje, como estou em um projeto para uma revista em quadrinhos
não tenho muito tempo, daí posto as vezes, mas sem periodicidade fixa"
, explica
Salimena.
O desenhista conta que já trabalhou como free lancer para empresas de
publicidade, mas garante que esse mercado não o atrai. "Ter que lidar com
clientes que sempre pedem alterações porque não entendem do processo é complicado,
teve uma vez que refiz o mesmo desenho mais de 15 vezes. Hoje só faço se for uma
parada legal e que pague o suficiente, mas mesmo assim só quando vejo que é coisa
simples e para os amigos"
, fala.
E, apesar de amar desenhos em quadrinhos, Salimena confessa que o desenho em si é a
parte chata. "Queria piscar os olhos e ver tudo pronto, porque o que gosto
mesmo é de ler a história, me divirto e não consigo viver sem"
, completa.
Enfim, com o advento da tecnologia aumentou a democratização das histórias em quadrinho. As tiras, que antes deveriam ganhar volume para se tornar um livro ou revista ou mesmo que eram publicadas em jornais, podem, hoje, ser postadas na internet e vistas por malhares de pessoas de todo o mundo.
Dessa forma, Raphael criou o blog
Linha do Trem, onde publica suas criações e conta que recebe cerca de 500
cliques por dia. "Na época em que colocava quadrinhos sempre eu recebia muitos
cliques, mas hoje, tenho mesmo os visitantes assíduos. Quanto aos comentários e
e-mails que recebo, por mais engraçado que pareça nunca recebi críticas, mas tem
gente que não entende a piada e pede explicação"
, comenta.
O blog traz, além de informações sobre o desenhista, links para o site de outros famosos, além de perfil e novidades sobre a vida profissional de Raphael, que vai para a França na sexta-feira, dia 14 de dezembro.
Salimena conta que o público alvo para o qual escreve suas piadas é heterogêneo
na questão de gosto, uma vez que admite fazer quadrinhos com humor inteligente,
através de sátira de livros e ou filmes, mas também gosta de fazer piada com o
humor "Trapalhões". "Mas, na realidade, o público dos meus quadrinhos á mais
universitários e adultos"
, especifica.
*Renata Solano é estudante de Comunicação Social da UFJF