Os variados tipos de tintas inteligentes são apenas alguns exemplos do que as empresas fabricantes de tintas
estão desenvolvendo. Também pudera. O mercado está em contínua expansão. Só
em 2002 foram 857 milhões de litros vendidos, num negócio que movimentou R$
1,2 bilhão.
Por conta disso, várias empresas estrangeiras estão de olho nas vendas de tintas no Brasil. A ICI, inglesa, já se instalou por aqui. Outra empresa que intensificou as operações no Brasil foi a Sherwin-Williams. Todas têm projetos de desenvolvimento a longo prazo no país.
Enquanto isso, as empresas brasileiras também se movimentam. Muitas fábricas estão trocando o solvente de petróleo (responsável pelo cheiro forte e ecologicamente incorreto) pela água na hora de fazer a base das tintas. E os investimentos em pesquisa, que chegam na casa nos milhões de reais por ano, foram intensificados.
As perspectivas são favoráveis. "Esperamos um aumento nas vendas da ordem de
6%", diz o presidente da Tintas Coral, Alaor Gonçalves. Só em 2003 a empresa
deve investir R$ 3 milhões em desenvolvimento de novos produtos. Com os
investimentos em marketing e num programa de fidelização de clientes, a
empresa vai desenbolsar cerca de R$ 40 milhões até o final do ano.
Para ampliar as vendas, as empresas de tintas costumam promover encontros entre fabricantes, vendedores e até pintores de parede. "Temos um treinamento para conhecer os produtos", diz o gerente da Mundial Acabamentos, Fabiano Vidigal.
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