E foi dessa vez que Alessandra Vargas faturou o título de Miss Brasil Gay. A carismática candidata que representou em outros concursos o estado de Tocantins e, por dois anos consecutivos, esteve na iminência de ser coroada, até que enfim levou a melhor.
Em 99, ela amargou um terceiro, a contragosto de toda a platéia. Em 2000, a cena se repetiu e coube a ela a segunda colocação. Este ano ela reinou absoluta, encantando não só o público, como todos os jurados.
A vitória já era esperada. Não foi por acaso que até sua sogra, Maria Auxiliadora Pena, veio a Juiz de Fora torcer por ela. Sua mãe Raimunda Galvão, de 70 anos, lembra da luta de Alessandra ao longo desses anos. "Ele ganhou vários títulos. Miss Gay Internacional, Miss Rio de de Janeiro. Só faltava esse, que nós levamos três anos para conquistar", comemora a mãe da miss. O marido, que só se identificou pelo nome de Pena, também estava emocionado com a vitória de Alessandra. "Apesar de todas as dificuldades que tivemos, nós conseguimos. Estou muito feliz pela Alessandra. Ela merece! Já era para termos comemorado este título antes" alfinetou.
Disposta a quebrar o estigma de "quase vencedora", Alessandra abriu mão do Tocantins e representou em 2001 o estado de Goiás, com um traje em homenagem ao pássaro cupido, ave típica do sertão goiano. O vestido de gala, idealizado pelo estilista Henrique Filho, contava com desenhos geométricos bordados em pedraria preta e branca. Toda essa produção foi orçada em R$ 13 mil.
A personagem Alessandra Vargas é interpretada por Alex Galvão, um carioca de 28 anos que é cabeleireiro na cidade maravilhosa. Caçula de uma família de dois irmãos, recebe total apoio da família para participar dos concursos.
O time de jurados contou com a participação de Scheila Carvalho, Taís Araújo (a Selminha Aluada de Porto dos Milagres), Baby Brasil, Jorge Lafont (Vera Verão da Praça é Nossa), a jornalista juizforana Leda Nagle, entre outros.

Classificação: |
Melhor traje típico |
As 12 finalistas
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Melhor traje de gala
Miss Simpatia |