A drag queen concedeu uma entrevista exclusiva à equipe da ACESSA.com em que conta como tudo começou e fala
sobre seu trabalho, projetos e elogia o Miss Brasil Gay. Leia e
confira!
ACESSA.com -
Primeiro fale de você. Onde vive, em que cidade nasceu, idade...
Com uma experiência na noite de dez anos, Brigitte Beaulieu
considera-se uma drag clássica, fazendo o estilo perua chique. A postura e a
simpatia são seu charme com que conquista as pessoas de Curitiba e por onde
passa. Além das performances em casas noturnas e
outros eventos, Brigitte é
colunista do site www.oevento.com.
Brigitte -
Há dez anos vivo em Curitiba, porém vim de Maringá, interior do Paraná.
Comecei cedo antes dos 18 anos, hoje tenho 29. Com a minha insistência e
vontade de crescer, me profissionalizei como drag queen e aos poucos
consegui o meu espaço aqui em Curitiba onde trabalho há dois anos e meio
como hostess na boate GLS Cat's Club.
ACESSA.com -
Como surgiu a drag Brigitte?
Brigitte -
A Brigitte surgiu de brincadeira em Maringá, na inauguração de um barzinho
no qual as pessoas sentiam a falta de um lugar só para gays. Eu não sabia
que iria durar tanto tempo, não foi nada planejado. Mas aqui estou eu...
ACESSA.com -
E por que Brigitte Beaulieu?
Brigitte -
Esse nome também, claro foi naturalmente uma conseqüência... Eu precisava de
um nome artístico e um amigo me ajudou dizendo alguns nomes e Brigitte
estavam entre eles. Na hora esse nome me soou muito forte e eu acho que é
assim que tem que ser...
ACESSA.com -
Como é o seu trabalho como drag?
Brigitte -
Dentro das minhas limitações, eu tento realizar o meu trabalho da melhor
forma possível. Sou muito atenciosa e simpática, acho que foi assim que
cativei o público curitibano.
ACESSA.com -
Demora muito a transformação em Brigitte Beaulieu? Quem faz a maquiagem,
como é esse processo de mudança?
Brigitte -
Sim é bastante demorado, só a maquiagem leva mais ou menos 1h15, dependendo
do meu tempo. Eu é que faço tudo, desde a elaboração do figurino, as perucas
(penteados) até a confecção dos trajes. Começo com a maquiagem, depois as
meias, o traje, a peruca os acessórios e, por último, o sapato.
ACESSA.com -
E as roupas que você usa, seguem qual estilo?
Brigitte -
As roupas que eu uso, sim seguem um estilo, mais para o chique, a linha
fina, perua chique, mas também vario conforme a ocasião. Gosto muito de
corselete e a cor vermelha predomina.
ACESSA.com -
Você tem contato com muitas personalidades do meio artístico, não é mesmo?
Como você se relaciona com eles?
Brigitte -
Sim tenho... O relacionamento acontece da melhor forma possível. Sinto que
me tratam de igual e isso é muito gratificante no nosso meio. Como sou
simpático, eles adoram. Sei que isso ajuda muito.
ACESSA.com -
Já pintou algum trabalho interessante na TV ou em outro veículo de
comunicação nacional?
Brigitte -
Sim já apareceu, mas não era muito interessante... Não compensava toda a
sessão de pintura e lataria... Aí vi que não valeria à pena.
ACESSA.com -
Você também é colunista de um site. Gosta de escrever?
Brigitte -
Sim, gosto de escrever, mas sei que preciso melhorar muito. Eu escrevo para
um site como o Acessa.com, o www.oevento.com que é um site local de
Curitiba. Acho muito divertido esse trabalho.
ACESSA.com -
Tem algum projeto em vista? Qual?
Brigitte -
Sim, de escrever para uma revista. Esse projeto é recente, vou continuar com
o mesmo estilo do site, contando boas novas, indicando alguns lugares e
mandando beijos para outros... E tenho mais projetos pela frente, mas deixa
madurar um pouco mais...
ACESSA.com -
Já veio alguma vez a Juiz de Fora para assistir ou participar do Miss Gay?
Brigitte -
Ainda não mais gostaria muito. Sempre ouvi falar dessa cidade, quem sabe um
dia eu apareço. E sobre o concurso eu gostaria muito...
ACESSA.com -
O que você acha do evento?
Brigitte -
Eu acho ótimo, já que o transformista, assim como a drag, lida com a beleza.
É um incentivo muito legal e o organizador Chiquinho está de parabéns!
Beijos...
ACESSA.com -
Você acha que hoje há mesmo preconceito contra os homossexuais. Que mensagem
gostaria de deixar?
Brigitte -
Sim, há. Infelizmente nossa sociedade ainda é muito resistente...
Simplesmente falta de informação. Acho que ninguém é mais que ninguém. Viva
e deixe viver.