Em tempos de dificuldades financeira, adquirir uma casa própria através de um financiamento é melhor saída para deixar para trás o aluguel. Para quem não tem todo o dinheiro para comprar um imóvel ou mesmo construir sua casa, a saída é recorrer a uma linha de crédito imobiliária.
Para quem está interessado, uma regra básica deve ser respeitada: a comprovação de renda. Para conseguir financiar o cliente deve levar ao banco documentos de identidade e CPF e ainda ter documentos que comprovem sua renda mensal(confira no vídeo acima).
O valor de cada prestação mensal pode valer no máximo 30% da renda bruta da pessoa que solicita o empréstimo. Ou seja, quem tem um salário de R$ 2 mil, vai poder pagar por mês uma prestação de no máximo R$ 600. Assim quanto menor o salário, uma quantia menor pode ser emprestada.
A primeira dica é procurar esses recursos antes mesmo de saber qual imóvel vai comprar. Além de ganhar tempo, você vai poder contar com o dinheiro que já possui, no momento em que precisar.
O ideal é fazer uma análise detalhada de que tipo de financiamento
sua renda comporta e de qual banco oferece menores juros e prazos.
Com o acordo concluído, o cliente deve pagar o empréstimo de acordo
com as normas específicas do crédito imobiliário que está fazendo, em prazo determinado e
pagando prestações mensais definidas pelo cálculo feito antes do contrato.
O financiamento de imóveis passa por regras e exigências próprias impostas pelo Banco Central. Todas as instituições que oferecem esse serviço devem seguir essas diretrizes. O valor a ser emprestado depende da capacidade de pagamento do cliente.
A idade mínima para conseguir financiamento é de 21 anos e a máxima é calculada somando a idade do cliente com o tempo de financiamento: a soma não pode ultrapassar os 75 anos. Ou seja, alguém que tenha 60 anos, pode conseguir financiar um imóvel, pagando as prestações em um prazo de 15 anos.
As taxas de juros e os valores de cada parcela do financiamento variam muito, dependendo da renda, do valor do imóvel e do banco que é procurado. Mas, em média, as formas gerais não se alteram muito, porque as regras são ditadas pelo Banco Central.
A forma de financiamento mais procurada acontece com recursos do Fundo de Garantida do Trabalhador (FGTS). Nesse caso, o valor do imóvel, novo ou usado, pode ser avaliado em no máximo R$ 80 mil e uma obra de construção, ampliação ou reforma em no máximo R$ 70 mil.
Nesses moldes, o financiamento pode ser feito para pessoas que têm renda mensal entre R$ 380 e R$ 3.900. A vantagem é que os juros são menores. A taxa chega a ser de 6% ao ano, para aqueles que têm renda menor que R$ 1875 e de 8,16% para que ganha até R$ 3.900. Essa forma é usada para facilitar que pessoas de baixa renda consigam adquirir casa própria.
Para quem tem renda superior a de R$ 3.900, a solução é entrar em outro sistema
de empréstimo: Linha de Crédito Imobiliário do Sistema Brasileiro de Poupança
Empréstimo (SBPE). Nesse caso, o dinheiro emprestado é retirado da poupança e
os juros variam de 12,19% à 10,02%, dependendo do valor retirado, da forma
de pagamento e se as parcelas vão ser pré ou pós fixadas.
Nesse caso, o valor financiado pode ser de até R$ 245 mil e pode ser investida em imóveis avaliados em até R$ 350 mil. As parcelas pré-fixadas têm juros maior, porque não sofrem variação ao longo do contrato e tem valor fixo durante todas as parcelas que podem ser pagas.
É importante observar que pessoas jurídicas podem conseguir financiamento, mas com outras regras. Além disso, o sistema feito pelo FGTS vai alterado, a partir de janeiro de 2008. A partir dessa data a renda máxima vai aumentar para R$ 4.900, desde que tenham conta de FGTS há três anos.
O valor de R$ 1 bilhão foi destinado para atender a demanda desse público que por essa restrição de valor, deve atender 11 mil famílias. Além do aumento na renda máxima mensal, outra mudança é que os valores dos imóveis podem chegar a R$ 350 mil e o empréstimo poderá ser de R$ 245 mil, assim como no sistema SBPE. O prazo máximo para pagar o financiamento é de 30 anos para pagar.