Dizem que dinheiro move o mundo e, em todos os cantos, há quem procure uma forma de fazê-lo render. As opções são muitas e grande parte é complicada e de difícil compreensão por quem não é semiprofissional ou apaixonado por investimentos.
Para o consultor financeiro Carlos Eduardo da Costa Cruz Loures,
mais conhecido como Cadu,
o mais importante é perceber que situações parecidas não são iguais. "Cada
caso é um caso"
, diz o especialista.
Como os investidores estão a procura de retorno financeiro para o investimento, ele
diz que é necessário ter educação financeira. "Tudo depende
do grau de conhecimento que o investidor tem, ou seja, da sua educação para o mercado
financeiro"
. Além disso, o prazo para retorno também é fator
determinante para se definir o tipo de investimento.
"Uma pessoa que tem R$ 1 mil para investir pode se encaixar no mesmo produto
que outra com R$ 20 mil, por isso é complicado definir situações. O parecido não
é igual"
, enfatiza. Então, o prazo deve ser pensado na hora de definir o
tipo de investimento
e ele pode ser curto, médio ou longo.
Mesmo não querendo citar exemplos de situações, para não comprometer o dinheiro dos
leitores, Cadu (foto ao lado) diz que se uma pessoa for investir um determinado valor e tem expectativa de
retorno a curto prazo, o ideal é investir em renda fixa, como poupança, bancos, tesouro
nacional ou corretoras,
que rendem juros. "Isso, porque se o fundo for bom, não há perdas. O resultado
é positivo e tem rentabilidade diária ou mensal"
. Porém, ele acrescenta que
este tipo de investimento está rendendo pouco, já que a inflação não está subindo.
Agora, se você não tem planos de gastar o dinheiro que está guardado, seja ele muito ou pouco, o ideal é o fundo de renda variável, ou seja, ações. Este é um investimento a médio ou longo prazo. Então, faça o investimento e não pense em sacar tão cedo. Para este caso é fundamental ter o que Cadu chama de conscientização do investimento, o que pode significar paciência.
Para investir em fundos de renda variável, o prazo de um ano é considerado pequeno,
pois o mercado de ações é muito volátil. "Se as ações caírem, talvez não dê tempo de
recuperar antes do seu prazo terminar, ou pode ser que esteja em baixa justamente
quando tiver que sacar, podendo ter prejuízo. Então, se você
está guardando dinheiro para comprar um apartamento em cinco anos, faça este tipo de investimento,
porque vai dar tempo de enfrentar os momentos de baixa da bolsa e ter rendimentos.
Só a longo prazo esse ativo não oferece muitos riscos"
,
aconselha.
Um bom exemplo para entender essa questão é o seguinte. Uma pessoa investiu R$ 52
mil em ações de uma empresa grande e estável. Cinco dias depois houve uma rentabilidade
de 12% e os R$ 52 mil viraram R$ 58.640. "Esta é uma situação muito boa, mas o contrário
também pode acontecer. E a situação se agrava se for próximo ao dia de fazer o saque"
,
completa o consultor.
Para que tudo dê certo e que você consiga comprar o que deseja, um bom planejamento
é fundamental. Deve-se levar em consideração o valor de dinheiro que cada um tem guardado,
o que vai ser feito com ele e quando.
"Se uma pessoa quer comprar um carro de R$ 20 mil, mas tem 50% do valor guardado, não há dúvidas de que é melhor entrar com os R$ 10 mil. Assim, o comprador fica menos endividado e a segurança da financiadora é maior", explica.
Assim como no caso acima, o conselho do especialista é o mesmo para quem tem uma quantia
que não chega a 50% do valor total da compra. "Além disso, veja as contas que já possui
e em quanto o valor da entrada vai contribuir para diminuir o valor das prestações.
Pense sempre em pagar com mais segurança. Se um apartamento custar R$ 100 mil e
você já tiver 20%, entre com ele, assim sua dívida já vai ser menor"
,
aconselha.
Então, fique atento ao tipo de financiamento, levando em consideração as taxas de juros, ao objetivo dele e a quanto te sobra no fim do mês para ver se compensa ou não.