Thaís Coutinho 18/2/2010
Pressão arterial é a pressão exercida pelo coração sobre as artérias. Pode ser medida por dois valores:
1) Máximo (pressão sistólica), que diz respeito à pressão que o coração faz para bombear o sangue em direção aos outros órgãos
2) Mínimo (pressão diastólica) que se refere à acomodação do sangue nos valos sanguíneos.
É uma doença de múltiplas causas, caracterizada pelo aumento mantido dos valores da pressão arterial.
Suas artérias ficam apertadas e dificulta a passagem do sangue, razão pela qual o coração precisa exercer uma pressão maior para bombeá-lo.
O diagnóstico da hipertensão arterial é estabelecido pelo encontro de níveis tensionais acima dos limites superiores da normalidade (140/90mmHg) quando a pressão arterial é determinada através de condições apropriadas.
Em muitos casos não há uma causa conhecida para a hipertensão. Mas, eventualmente, problemas endócrinos e renais, gravidez, uso frequente de alguns medicamentos (anticoncepcionais, descongestionantes nasais, antidepressivos, corticoides e moderadores de apetite), bem como doenças neurológicas, podem ser causas de hipertensão arterial.
A maioria das pessoas que tem hipertensão não apresenta sintomas. Quando presente, porém, podem manifestar-se como dor de cabeça, sangramento nasal, tonturas e zumbidos no ouvido. Outros como palpitação, dor no peito, falta de ar, inchaço, alterações visuais, perda de memória e de equilíbrio, palidez, problemas urinários e dores nas pernas demonstram que os órgãos alvo da doença podem estar comprometidos. Nestes casos, convém procurar um médico imediatamente.
O diagnóstico é baseado na medida da pressão arterial com um aparelho próprio, usado em hospitais, ambulatórios e consultórios. Embora simples, a medida isolada da pressão sofre influência de vários fatores. Por conta disso, hoje a medicina utiliza outros recursos adicionais para diagnosticar a hipertensão.
Um deles é o teste ergométrico, que mede a pressão do indivíduo durante o esforço físico e pode evidenciar se ele possui risco de desenvolver hipertensão. Outro é a monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA), que registra a pressão do paciente 24 horas, ao longo de suas atividades diárias e do sono, fornecendo dados relevantes para o médico. Mas nenhum desses recursos substitui a avaliação clínica do paciente e a medida da pressão arterial em consultório.
Porque a expectativa de vida de uma pessoa com hipertensão é 40% menor que a de um indivíduo sadio, ao longo dos anos. O fato é que, ao esforçar-se para bombear o sangue, o coração do hipertenso fica vulnerável à insuficiência cardíaca. Além disso, devido ao aumento da pressão, vai desgastando os vasos, que podem romper-se e causar o derrame cerebral. Esse desgaste ainda facilita o acúmulo de placas de gordura nas artérias, predispondo o indivíduo ao infarto. Outra consequência grave é o comprometimento do sistema de filtração dos rins.
Para alguns, uma dieta com pouco sal e sem gordura, além da mudança de 3 hábitos de vida (deixar de fumar, ingerir menos álcool, fazer exercícios e emagrecer) são suficientes par manter a pressão controlada. Outros, porém, necessitam de medicamentos. Mas só o médico pode estabelecer o tipo de hipertensão, avaliar o estado dos órgãos alvo da doença e prescrever o tratamento indicado.
Levar uma vida saudável, manter o peso ideal, não ingerir bebidas alcoólicas, fazer exercícios, não fumar e adotar uma dieta balanceada, com consumo moderado de sal são atitudes preventivas. Também é recomendável que toda pessoa com mais de 40 anos faça medidas periódicas de pressão – sobretudo quem tem histórico de pressão alta na família – sempre sob orientação médica.
Não. A pressão varia nas 24 horas do dia e segue um ritmo próprio, influenciada pelo estado psicológico da pessoa, hábitos e atividades cotidianas. Portanto, pode subir momentaneamente, mas depois voltar ao normal. Para ser rotulado como hipertenso, o paciente deve apresentar níveis de pressão acima dos limites da normalidade, obtidos em medias consecutivas, em duas ou mais visitas ao médico.
Preferir:
- Consumir uma dieta rica em frutas e verduras (principalmente cruas), legumes e cereais
- Preferir preparações assadas, cozidas ou grelhadas
- Utilizar óleos vegetais (milho, soja, oliva, algodão)
- Ingerir de 8 a 10 copos de líquidos por dias
- Preferir leite desnatado ao integral
- Usar manteiga ou margarina sem sal
- Utilizar queijos com pouca gordura (minas frescal, ricota, cotagge)
- Reduzir o sal da dieta
- Usar limão, azeite, orégano, manjericão, alecrim, temperos verdes, alho, cebola, pimentão, noz-moscada...
Evitar:
- Alimentos ricos em gordura (chocolate, feijoada...)
- Cafeína (café, chá preto, chá mate e refrigerantes tipo cola)
- Embutidos (calabresa, salame, mortadela, salsicha...)
- Peixes enlatados, presunto, bacon, azeitonas, picles, temperos prontos, sopas desidratadas, concentrados em cubos, catchup, maionese, manteiga com sal)
- O consumo de bebidas alcoólicas
- O uso indiscriminado de alimentos dietéticos
Recomendações Gerais:
- Verificar sempre a pressão arterial
- Procurar manter o peso adequado
- Evitar o uso excessivo de sal no preparo dos alimentos
- Evitar o fumo
- Praticar exercícios físicos com orientação
- Evitar situações estressantes
- Dormir 8 horas diárias
- Não interromper a medicação, nem deixar de tomá-la nos horários determinados
- Procurar imediatamente o serviço de saúde, caso apresente algum sintoma de hipertensão
- Manter hábitos de vida saudáveis
- Evitar a utilização de remédios sem prescrição médica, pois alguns, como antiácidos e laxantes possuem alto teor de sódio.
Thaís Coutinho é Nutricionista e Personal Diet