Fernanda Monteiro
16/03/04
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Leandro Fabrício Campelo, juizforano, de 30 de setembro de 1977, é professor
de informática e geografia. Mas é no esporte que seu nome ganha notoriedade
internacional. Leandro Campelo aparece no ranking dos jogadores de xadrez do
planeta, no site da federação internacional.
Tudo começou ainda no colégio, quando um colega o convidou para jogar
xadrez. "Ele me deu um xeque-mate clássico em quatro lances", conta o
atleta. A derrota colocou lenha na curiosidade de Campelo, que passou a
noite lendo os livros que o mesmo colega tinha sobre o assunto.
Vitórias
Dois anos depois, em 1994, ele participa de sua primeira competição, o
Campeonato Mineiro, categoria cadete (até 16 anos). E já sai vencedor. Daí
por diante, participou de vários torneios. Só do Campeonato Mineiro, foi
campeão outras quatro vezes. Duas como vencedor juvenil (até vinte anos),
duas vezes com campeão jovem (até 26 anos) e, em outubro do ano passado,
como
campeão absoluto (independente de idade).
Em 1996, Leandro Campelo além de Campeão Mineiro sub 20, foi vice-campeão
brasileiro e quinto lugar no Pan Americano, na Venezuela. Ele também foi
três vezes vencedor absoluto dos Jogos do Interior de Minas. E participou
de torneios na França e na Inglaterra.
Em 2004, participou, pela terceira vez, do Campeonato Brasileiro de Xadrez, ficando em décimo quinto de quarenta jogadores. "O nível da prova estava bastante alto. A gente compete com pessoas que vivem do xadrez, seja por contratado de clubes ou dando aula", avalia o esportista.
Atletas dos cérebro
Frente ao rótulo de inteligente, nerd, atribuído ao jogador de
xadrez, Campelo é taxativo: "Isso é tabu. Qualquer pessoa pode jogar
xadrez. Difícil é ganhar campeonatos, porque requer muito estudo e
conhecimento do jogo. O xadrez é bastante complexo. Para vencer torneios
maiores é preciso dedicação exclusiva", avalia. Existem computadores que
conseguem vencer o maior jogador de damas, mas, até hoje, a máquina sozinha só
conseguiu empatar com o melhor jogador do mundo.
Ao contrário do que se pensa, o xadrez exige preparo físico. Cada partida
de torneio dura, em média seis horas. É preciso fôlego para enfrentar um
campeonato longo de até dez dias, em que pode cair duas partidas por dia
para o mesmo jogador. Mas, o lado psicológico tem que estar preparado. "O
ego do jogador pode ser massacrado, quando ele perde para um oponente que
considerava mais fraco, por exemplo".
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