Saúde

Leandro Campelo
O futuro do xadrez

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Leandro Campelo pretende mesmo é acabar com esse mito de que o xadrez é para crânios e quer popularizar o esporte. Ele entrou com um projeto de ensino do xadrez em escolas públicas na Lei Murilo Mendes e comemora os avanços conseguidos no país e no mundo.

"Está comprovado que o xadrez ajuda no raciocínio lógico, na concentração, na capacidade intelectual, em cálculos matemáticos e tomadas de decisões. Uma pesquisa nos Estados Unidos mostrou que os alunos que aprendiam xadrez tiveram um melhora de cerca de 30% em disciplinas como matemática, física e química. Sem contar, que ele afasta das drogas, pois é um esporte que exige concentração. A Febem de São Paulo comprovou que a disciplina dos internos melhorou depois que passaram a jogar xadrez", comenta o esportista.

Segundo Campelo, em países como a Rússia e outras repúblicas da ex-União Soviética, França e Estados Unidos, o xadrez é disciplina escolar obrigatória. No Brasil, a prática de xadrez começou a aumentar no início de 2003, com o projeto do Ministro dos Esportes Agnelo Queiroz, que prevê o ensino do xadrez em escolas e comunidades carentes. "Hoje existem livros e mais livros sobre xadrez. A Internet também favoreceu bastante. Você encontra sites com notícias e informações a respeito do jogo, assiste às partidas dos grandes jogadores e pode participar de competições online", vibra Campelo.

Dicas para o futuro xadrezista
A dica para quem pretende competir é procurar bons livros e uma pessoa para o orientar. "Facilita muito. Se eu tivesse alguém para me orientar na época, não precisaria ter estudado certas coisas, teria ido pelos atalhos", afirma Leandro.

A internet também é fundamental para treinar e permite acesso a partidas anteriores de seus oponentes. Campelo pensa que, em um ano de treino, o jogador será capaz de aprender todos os conceitos fundamentais do esporte. "Há um desnível muito grande de quem joga em casa para que compete", afirma ele.

O ideal é começar com cinco anos de idade, mas até pessoas idosas são capazes de se tornarem ótimos jogadores de xadrez, enquanto que crianças de 12 anos podem se tornar mestres e competir em pé de igualdade com adultos. A idade não interfere.

Títulos
Existem três titulações para o xadrezista, conforme a pontuação que acumula ou perde em torneios oficiais: Mestre da Federação Internacional de Xadrez (Fide) - mínimo de 2300 pontos, Mestre Internacional - mínimo de 2400 pontos e o Grande Mestre Internacional - mínimo de 2500 pontos. O Brasil tem seis Grandes Mestres Internacionais. O ranking é divulgado pela Fide a cada três meses. Leandro Campelo está há seis pontos de se tornar Mestre da Fide, realizando seu objetivo como xadrezista.

O xadrez
O xadrez tem diversos conceitos como aproximação, ataque, cravada, desvio. Eles podem ser divididos em três partes: a abertura, o meio jogo e o final.

O objetivo é o xeque-mate. Ele acontece quando se derruba o rei adversário.

O tabuleiro representa o campo de batalha e as peças representam dois exércitos. São de aparência e movimentos diferentes, sendo elas rei, dama (ou rainha), torre, bispo, cavalo e peão.

As peças têm um valor real. No entanto, dependendo do posicionamento, elas adquirem maior ou menor valor na partida.

Os valores reais são:

  • peão - 1 pontos
  • cavalo - 3 pontos
  • bispo - 3 pontos
  • torre -5 pontos
  • dama ou rainha - 9 pontos
  • rei - imensurável

Sites úteis


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